“tori hekau” é a marca de uma pesquisa que busca um outro olhar sobre a organização da memória íntima e coletiva.
Do japonês, tori é a palavra para ave;
Do Khemet, hekau é a palavra para mágica;
Símbolo de liberdade, a ave é aqui evocada com a sugestão de um olhar ampliado, que enxerga em movimento. Mensageiro e viajante, o pássaro é aquele que atravessa as histórias e retorna para nos contar suas visões. E a etimologia de “mágica”, no contexto do Antigo Khemet, é “a arte das palavras”. As palavras são amuletos que sobrevivem ao tempo, nos conectam com outras realidades, nos transformam e, sobre muitas perspectivas, nos fazem eternos.

Miwa é bibliotecário formade pela ECA-USP (2025), tendo realizado parte dos estudos universitários no curso de Kulturwissenschaft na Leuphana Universität de Lüneburg (2023). Possui seis anos de experiência profissional com bibliotecas e mediação literária e cultural em contextos educacionais. Desde 2024, passou a trabalhar com organização de bibliotecas particulares, atividade à qual se dedica integralmente desde 2026, tendo organizado coleções que englobam: artes visuais, literatura, história antiga, filosofia, egiptologia, psicanálise, educação e arquitetura.
É uma pessoa trans não binária e artista multidiciplinar: pinta, borda, escreve, toca taiko e shinobue. Cria compulsivamente, como quem está a todo tempo buscando reiventar a si e o mundo, elaborando a multiplexidade das conexões que as linguagens possibilitam, nas palavras e para além delas.